Um fator determinante para o sucesso do investimento em ações é saber escolher, dentre as várias empresas, quais são boas e lucrativas para se tornar sócio. É como em uma pescaria: é preciso saber onde jogar o anzol para aumentar as chances de sucesso.

A escolha

Existem, basicamente, duas formas de olhar o mercado de ações: por meio de uma análise gráfica (técnica) ou fundamentalista.

Análise gráfica: compra em baixa, vende em alta

Na análise gráfica, o investidor busca lucrar com a variação no preço da ação, comprando na baixa e vendendo na alta. Para a tomada de decisão, ele utiliza os gráficos de preços, sobre os quais são aplicados vários indicadores. A estratégia se chama trade (day trade, swing trade e position trade).
Vantagens: não precisa conhecer os fundamentos da empresa e pode-se negociar ações de várias empresas em um curto período de tempo.
Desvantagens: os altos gastos com corretagem – uma vez que são feitas várias operações de compra e venda num curto espaço de tempo –, o pagamento de imposto de renda sobre os ganhos e a necessidade de monitorar constantemente o mercado, uma coisa que os profissionais da área de saúde geralmente não têm tempo de fazer.

Atenção! Normalmente, os iniciantes começam a investir em ações realizando trades, porém sem conhecimento em análise gráfica e sem tempo para monitorar o mercado, acabam tendo prejuízos e desistem por acharem que o mercado de ações é um cassino e que o sucesso depende de sorte ou de informação privilegiada. Portanto, para ser um bom trader, é preciso conhecer e aceitar as vantagens e desvantagens dessa estratégia.

Análise fundamentalista: ganha com a valorização da empresa

Diferente da análise gráfica, na análise fundamentalista, o investidor ganha com a lucratividade e com a valorização da empresa ao longo do tempo e, com isso, recebe conforme o número de ações que tem. Para tomar a melhor decisão, utiliza demonstrativos financeiros divulgados periodicamente. A principal estratégia chama-se B&H. Nela, as ações são compradas e seguradas por longo período de tempo. O investidor, neste caso, não está preocupado com o preço da ação, mas sim com o valor e a saúde da empresa. Nessa modalidade, todo ganho obtido com os proventos e com a venda de opções (além dos aportes vindos do planejamento financeiro) é usado para comprar mais ações e, com isso, aumentar o tamanho e o valor da carteira.
Vantagens: a segurança do investidor, uma vez que as empresas escolhidas são boas e lucrativas e a possibilidade de vender opções sobre as ações da carteira, trazendo ganho extra para o investidor.
Desvantagens: usar dados passados para projetar o futuro, a possibilidade (embora cada vez mais remota) de manipulação dos dados contábeis e decisões erradas que podem ter um grande impacto para os negócios.

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