Assim como os investimentos em ações, os produtos imobiliários são considerados renda variável. As principais características deles são a segurança, a possibilidade de alta rentabilidade e a baixa liquidez – motivos pelos qual esse tipo de investimento não deve ser de curto nem de médio prazos. Existem, basicamente, três maneiras de investir nessa modalidade. São elas: compra e venda de imóveis físicos, compra e aluguel de imóveis, e investimento em Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs). As duas primeiras costumam ser trabalhosas e exigem muitos recursos. Os FIIs, por sua vez, apresentam uma série de vantagens que os tornam atrativos para qualquer investidor.

  1. Aluguel de imóveis
    Se bem trabalhada, a compra de imóveis para alugar proporciona renda mensal constante. No entanto, o aluguel envolve inúmeros pormenores, como encontrar um bom imóvel, considerar eventuais acabamentos e reformas e pesquisar por quanto ele poderá ser locado. Em geral, o aluguel representa entre 0,6% e 0,8% do valor do imóvel. Portanto, para um empreendimento de 100 mil reais, o retorno vai de 600 e 800 reais. O valor do aluguel costuma ser ajustado pelo IGPM anualmente, mas é possível pedir uma “corretiva” a partir do terceiro ano de acordo com a flutuação do mercado. O investidor deve ser cauteloso ainda com a escolha do inquilino e decidir se a locação será feita com ou sem a intermediação de uma imobiliária. É aconselhável reinvestir o dinheiro recebido do aluguel na compra de outros imóveis que também devem ser alugados para gerar renda extra.
  2. Compra e venda de imóveis
    A segunda forma de investir em imóveis é lucrar com a compra e venda. O saldo positivo permitirá um aumento de capital que, se for reinvestido, permitirá que ele se multiplique de forma exponencial, fazendo uso dos juros compostos. Comprar um terreno e construir costuma ser mais barato do que comprar um imóvel na planta, que, por usa vez, é mais barato do que comprar na entrega das chaves ou já pronto e em uso. No entanto, quanto mais inacabado o imóvel, maior o ganho e também o risco. Uma dica: peça nota fiscal de todos os gastos com reformas para lançar no imposto de renda como melhorias. Isso reduz o imposto a ser pago na hora da venda.
  3. Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs)
    Os FIIs são fundos (assim como os fundos de renda fixa, cambiais, DI e multimercado) que têm como objetivo investir em imóveis físicos (comerciais, hotéis, shopping centers, hospitais, entre outros), em papeis com lastro imobiliário (LCI, CRI, por exemplo) ou, até mesmo, em outros fundos imobiliários. O valor do FII é dividido em cotas que são negociadas no mercado de maneira simples e fácil. Ao comprar cotas de um FII, o investidor ganha por meio da valorização das cotas e do recebimento dos rendimentos mensais (Yield mensal). Todo FII deve repassar 95% do seu lucro mensal aos cotistas na forma de rendimentos mensais (uma espécie de dividendo, semelhante aos dividendos das ações). Assim, quanto maior o número de cotas, maior o rendimento.

As diferenças dos FIIs para…
Renda fixa: apesar de gerarem fluxo mensal com alugueis, os FIIs são renda variável e suas cotas oscilam de acordo com o mercado.
Ação: o comportamento de mercado dos FIIs é semelhante ao das ações, mas o investimento é em imóveis e produtos relacionados, não em empresas.

O índice que mede os FIIs
Tal como o IBovespa, o índice que mostra o comportamento médio de todos os FIIs negociados na bolsa é o IFIX. Atualmente, no mercado brasileiro, existem mais de 90 FIIs sendo negociados com excelente liquidez. E esse número tende a aumentar com o tempo e com a popularização crescente deste tipo de investimento no país.

Como negociar FIIs?
A negociação é feita pelo homebroker da mesma forma que se negociam ações. Para isso basta usar o ticker do FII que termina em 11 (exemplos HGTX11, KNRI11, dentre outros).

Como selecionar os melhores FIIs?
Deve-se considerar alguns fatores tais como o Patrimônio Líquido do FII, o Yield mensal, a liquidez e o grau de diversificação do FII. Assim, quanto maiores o patrimônio líquido, o Yield mensal, a liquidez e a diversificação do FII, menor o risco e melhor o rendimento do mesmo.

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