Já falamos aqui sobre as três formas de investir em produtos imobiliários. Isso pode se dar pelo investimento em Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), pela compra e venda de imóveis físicos e, por fim, pela compra e aluguel de imóveis. O problema é que investir nesse tipo de bem exige recursos e dedicação. E, mais do que isso, envolve riscos. Confira, aqui, os principais deles:

 

  1. Valorização
    Não é garantido que o imóvel comprado terá valorização. Isto vai depender de uma série de fatores, como a situação econômica global e regional e os projetos de infraestrutura para a região.
  2. Preço
    O preço dos imóveis não está imune a crises, sejam elas setoriais ou sistêmicas. Prova disso foi a bolha americana, em 2008, que afetou o preço dos imóveis no mundo, além, claro, da atual crise econômica brasileira, que fez cair cerca de 30% do preço dos imóveis.
  3. Futuro é incerto
    Comprar imóveis em cidades menores ou nos arredores de grandes cidades, com o objetivo de lucrar com base no potencial de desenvolvimento da região, pode não ser um bom investimento, uma vez que esse progresso pode não vir ou demorar a chegar.
  4. Liquidez
    A liquidez (facilidade de converter o imóvel em caixa, isto é, em dinheiro disponível para uso) costuma ser baixa. Se precisar vender o imóvel com urgência, o investidor pode ter dificuldade ou ter que baixar o preço.
  5. Fracionamento
    Se o investidor precisar de um valor equivalente a um terço do valor do imóvel, não poderá se desfazer de um terço dele para conseguir o montante. Nessas situações, os fundos imobiliários ganham vantagem.
  6. O imóvel pode ficar vazio
    No caso de imóvel alugado, se o inquilino precisar deixá-lo, pode ser que o proprietário tenha que arcar com os custos de manutenção, condomínio e com os impostos até que o imóvel seja alugado novamente.

Para minimizar estes riscos, é preciso tomar alguns cuidados com relação à escolha do imóvel. Em primeiro lugar, fique atento à sua localização. Imóveis localizados próximos a viadutos, favelas, rios poluídos, locais com muito barulho ou regiões com poucas árvores, podem dar retorno baixo ou mesmo prejuízo. Quanto melhor a qualidade de vida na região, melhor será a valorização do imóvel.

 

Informar-se sobre as perspectivas de crescimento e os projetos governamentais para a região também é importante. Em terceiro lugar, antes de começar a investir em imóveis, procurem estudar o mercado. Informe-se sobre crescimento habitacional, urbanização, financiamentos, preço médio de locação, custo com materiais e mão-de-obra. Faça uma pesquisa antecipada sobre a região em que pretende investir para não ter surpresas desagradáveis. Por último, embora seja de grande valia contar com a ajuda de um corretor para ajudar na tomada de decisões, é preciso tomar cuidado com quem o está orientando, pois nem sempre o interesse deste profissional estará alinhado aos seus interesses.

 

Quer saber mais sobre como e onde investir seu dinheiro? Acompanhe o nosso blog: http://saudemaisacao.com.br/blog .