Saber quanto vale uma companhia e seus ativos é fundamental em qualquer estratégia de investimento. A seguir, o que deve ser procurado no relatório anual de qualquer empresa.

  1. Nível de governança corporativa
    Uma empresa que adota um bom nível de governança corporativa é considerada mais transparente com seus acionistas ou cotistas. Isso significa que ela está disposta a cumprir obrigações que vão além daquelas que fazem parte da Lei das Sociedades por Ações (Lei das S.A.).
  2. Retorno Sobre o Patrimônio Líquido
    Observe o Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (RSPL). Ele é obtido dividindo-se o lucro líquido pelo patrimônio líquido da empresa. O resultado é multiplicado por 100, resultando em valores percentuais. Se uma empresa é líder de mercado, então espera-se que ela tenha o maior retorno sobre seu patrimônio em relação às concorrentes. O ideal é investir em empresas que sejam líderes em seus setores e que estejam conseguindo manter, ou até mesmo ampliar, esta liderança. Assim, há mais chance de sucesso.
  3. Análise de desempenho
    Antes de investir em uma empresa, é importante saber como está sendo o desempenho dela em relação ao lucro líquido (LL), ao crescimento das vendas e ao crescimento do lucro por ação.
    Lucro líquido: as boas empresas para ser sócio possuem lucro líquido crescente. Parte do lucro gerado é repassada aos acionistas. Ele deve ser comparado por, pelo menos, um período de 3 a 5 anos.

    Crescimento das vendas: as boas empresas aumentam suas vendas anualmente. O deve ser comparado com outras empresas do mesmo setor. Aquelas que conseguem aumentar suas vendas em, pelo menos, 5% ao ano são boas opções de investimento.

    Crescimento do Lucro por Ação (LPA): todo acionista quer saber qual será o seu lucro em função do número de ações que possui. Para saber qual será o LPA, basta dividir o lucro líquido pela média das ações emitidas. Vale examinar também o crescimento do Lucro por Ação. Empresas boas conseguem aumentar o LPA de forma consistente.

  4. Perfil de Endividamento
    Toda empresa de capital aberto apresenta algum grau de endividamento, pois precisa recorrer a capital de terceiros para financiar suas obras de expansão. No entanto, vale lembrar que todas as dívidas devem ser pagas, juntamente com os juros. Portanto, uma empresa boa deve manter um grau de endividamento que seja aceitável, para não comprometer sua lucratividade nem seu crescimento. O perfil de endividamento é avaliado por meio de dois indicadores:o Índice de Liquidez Corrente (ILC), que informa quanto de ativo circulante a empresa tem para cada passivo circulante, e o Índice de Solvência (IS), que indica se a empresa está sendo capaz de gerenciar suas dívidas de longo prazo. O ideal é que o ILC seja maior que 1 e, o IS, de até 30% é aceitável. Entre 30% e 50% ele é tolerável e, acima de 50%, indica um alto risco de endividamento.
  5. Fluxo de Caixa Livre (FCL)
    Mostra se a empresa realmente está ganhando dinheiro. Se uma empresa está tendo lucro, isto não significa que ela esteja ganhando dinheiro. O lucro pode estar sendo usado para comprar matéria-prima, pagar juros, dívidas, salários em atraso… Portanto, o número que mostra se empresa está realmente está ganhando dinheiro é o Fluxo de Caixa Livre (FCL).

Antes de fazer a sua escolha, o primeiro passo é saber quantos, dos cinco critérios apresentados aqui, a empresa preenche. Vale lembrar que, dificilmente, haverá uma empresa que consiga preencher todos eles. Por isso, são aceitáveis aquelas que atendem a, no mínimo, três desses cinco tópicos. Uma vez selecionada a empresa da qual você se tornará sócio, faça o acompanhamento anual do desempenho dela para decidir se o investimento será ou não mantido. E, o mais importante, não mantenha na carteira empresas ruins, tampouco se casem com elas! Seja fiel apenas enquanto ela estiver satisfazendo seus critérios.

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