O preâmbulo de um dos mais importantes documentos da história recente da humanidade delineia, de maneira clara e concisa, uma filosofia de governo que influencia grandemente o modo como vivemos. Nele estão assentados os fundamentos que levaram ao fim da escravidão e ao estabelecimento do que chamamos de economia de mercado. Fim da escravidão significa ter direito à vida e à liberdade. Economia de mercado significa um sistema de livre iniciativa onde indivíduos buscam, através da troca voluntária de bens e serviços, a obtenção de lucro. Com este intento, procura-se atingir a felicidade.

Será que a obtenção de lucro é o caminho para se alcançar a felicidade? Dinheiro compra felicidade? Obviamente que não. Infelizmente, muitos consideram que o capitalismo torna as pessoas mais materialistas e menos atentas à valores inalienáveis tais como família, saúde e amigos. Gostaríamos de fazer uma breve análise e evidenciar como esta afirmação é falaciosa. Afirmamos, categoricamente, que o dinheiro não torna as pessoas mais insensíveis e materialistas! Duvidam?! Vamos em frente…

Dinheiro é um instrumento que nos permite comprar bens ou valores negociáveis (bens que podem ser comprados e vendidos) tais como apartamentos, carros e joias. Em contrapartida, ninguém pode comprar a saúde de outra pessoa, haja vista a evidente não negociabilidade deste bem. Felizmente, o dinheiro pode comprar bens através dos quais podemos ter acesso à uma boa saúde tais como vitaminas, bons alimentos, a mensalidade da academia de ginástica e a consulta médica. Segundo Murray Rothbard, um importante economista e estudioso da teoria política, as pessoas devem, constantemente, escolher como alocar seus recursos entre os bens negociáveis e os não negociáveis. E como alocar estes recursos? Para responder esta pergunta precisamos entender, primeiramente, o porquê de nos interessarmos tanto por bens negociáveis. Todos queremos ter bens materiais por duas razões: status social e consumo.

Existe uma lei em economia chamada Lei dos Rendimentos Decrescentes. Ela é de fácil entendimento. Suponhamos que uma pessoa compre a Ferrari. Ele vai ficar muito feliz em exibir este bem para os amigos, orgulhoso de si mesmo. Isto vai elevar seu status na sociedade. Então, ao comprar a sua segunda Ferrari ele vai elevar ainda mais seu status, mas o impacto social e sua satisfação já não serão mais os mesmos. Se ele comprar sua terceira Ferrari, eles serão ainda menores. Em outras palavras, nossa satisfação está sujeita à esta lei. Como disse Aristóteles Onassis, “a partir de um certo ponto, o dinheiro deixa de ser o objetivo. O interessante é o jogo.”

Todos os bens ou valores estão sujeitos à esta lei. Isto é fato. Assim, fica fácil compreendermos como esta lei funciona em nossas vidas e como o acúmulo de dinheiro não nos torna mais materialistas. Ao contrário, ele tem o poder de nos tornar menos materialistas! Todavia, os críticos podem ainda afirmar que as pessoas ficam viciadas em dinheiro! Quanto mais dinheiro temos, mais dinheiro queremos! Isto é uma conclusão equivocada. Na verdade, este tipo de comportamento nada mais é do que uma manifestação da Lei das “Satisfações” Decrescentes! Pessoas ricas passam a consumir mais porque sua satisfação com as novas aquisições é baixíssima! Isso traz frustração e infelicidade! Por isso há pessoas ricas e infelizes, que compram tudo o que veem pela frente para aplacar suas frustrações.

Além do mais, quanto mais dinheiro temos, menos esforço precisamos fazer para obter mais dinheiro. Consequentemente, ficamos com mais energia para nos dedicarmos à aquisição e manutenção de bens e valores que o dinheiro não compra, como uma família saudável e amizades verdadeiras. Lembrem-se do bom samaritano. Ele era podre de rico!

Acharam interessante? É mesmo! No mundo agitado e dinâmico em que vivemos, muitas vezes gastamos muita energia e esforço em coisas que não nos fazem felizes, que não nos fazem progredir. O acúmulo de dinheiro, com todo seu potencial em nos trazer felicidade, pelos motivos expostos anteriormente, é visto por muitos como algo ruim para o bem-estar da sociedade. Isso faz sentido? A riqueza tem que ser dividida ao invés de acumulada? Nós acreditamos que não.

O grande benefício de uma vida com independência financeira é dispor de tempo e liberdade para fazer aquilo que se gosta. Tempo e liberdade são bens não negociáveis e de valor incomensurável! É importante que vocês entendam que a independência financeira não é um fim, mas sim um meio. Não basta apenas ter dinheiro. É preciso ter dinheiro e com ele melhorar nossas vidas e a das pessoas ao nosso redor.

A partir de agora, passaremos a conversar sobre como cuidar bem do dinheiro. Isso requer educação financeira. Uma vez educados, vocês terão todas as condições de causar uma revolução em suas vidas. Ao longo dos próximos artigos mostraremos, em detalhes, os instrumentos que os ajudarão a alcançar a tão sonhada independência financeira. São eles: planejamento financeiro, reserva de segurança e construção e multiplicação do patrimônio.

Para concluir, colegas, sonhamos com um futuro onde todos os profissionais da saúde no Brasil terão sua independência financeira. Um futuro onde o bom exercício profissional estará acima de questões políticas, econômicas e mesmo de questões sociais. Um futuro onde se possa trabalhar por prazer e por gosto e não mais por necessidade. E ficamos muito felizes de podermos contribuir para que este sonho vire realidade. Por isso convocamos todos vocês a começarem a buscar a independência financeira a partir de agora. A recompensa será valiosa.

Continuem conosco!

Até breve!