Uma carteira de investimentos segura e rentável deve conter, em sua composição, produtos de renda fixa e variável em diferentes proporções. Mas você sabe o que é renda fixa? Quando você compra um título de renda fixa você está emprestando dinheiro ao emissor do papel (pode ser um banco, uma empresa privada ou mesmo o governo). Em contrapartida, recebe uma remuneração por um determinado prazo, na forma de juros. Quando a taxa de juros é conhecida no momento na compra, diz-se que o título é pré-fixado. Se a taxa é conhecida no momento do resgate, diz-se pós-fixado.

Quanto investir

A proporção da carteira de investimentos que deve ser alocada em renda fixa dependerá da idade do investidor. Para determiná-la, usamos a regra dos 100. Ela parte do princípio de que os investimentos de risco (em renda variável) são de longo prazo e, os investimentos conservadores (em renda fixa), são para prazos menores. Baseado nisso, define-se o número 100 como parâmetro, que seriam 100 anos de vida. A fórmula é a seguinte:

100 – idade do investidor = % do patrimônio a ser investida em renda variável

Se um investidor tem 30 anos, por exemplo, ele deverá investir 70% do seu patrimônio em ativos de renda variável e o restante (30%) em ativos de renda fixa. Ou seja, quanto mais jovem, maior o risco. A lógica é que esse investidor terá tempo para recuperar uma eventual perda. Mas, atenção: ajustes periódicos da carteira são necessários conforme o avanço da idade.

A remuneração

Os índices usados na remuneração dos produtos de renda fixa são:

Taxa SELIC: divulgada a cada 45 dias, é a taxa básica de juros, definida pelo Comitê de Políticas Monetárias do Banco Central do Brasil (COPOM)

CDI: é o nome dado ao um título emitido por instituições financeiras para transferência de valores entre elas, cujo lastro são os títulos públicos. Seu valor é muito próximo ao da taxa SELIC

IGPM: trata-se de um dos índices de inflação de preços do Brasil. Calculado pela FGV entre os dias 21 do mês anterior e o dia 20 do mês atual, é usado como indexador nos reajustes dos valores de aluguel e na venda de imóveis residenciais e comerciais.

IPCA: é o índice oficial de inflação de preços do Brasil. É calculado pelo IBGE mensalmente (do primeiro ao último dia do mês) em 11 capitais brasileiras

Os tributos

Em geral, utiliza-se a tabela regressiva de IR. Desta forma, quanto mais tempo o dinheiro ficar investido (até o limite de dois anos), menor será o imposto de renda pago até a alíquota mínima de 15%. O IOF também é cobrado sobre os ganhos em investimentos com prazo inferior a 30 dias. Para tal, utiliza-se uma tabela regressiva.

As garantias

A primeira garantia é dada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e abrange todos os produtos de renda fixa, exceto os títulos públicos. O FGC garante o valor de até 250 mil reais por CPF e por instituição financeira em caso de insolvência da instituição. Portanto, considerando as características desta garantia, não é vantajoso ter mais do que 250 mil investidos em produtos de renda fixa em uma mesma instituição financeira. A segunda garantia é dada pelo Tesouro Nacional, especificamente para os investimentos em títulos públicos. Também chamada de garantia soberana, é considerada ainda mais robusta do que a garantia do FGC.

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