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Índice ibovespa: o que você precisa saber sobre essa carteira?

Índice ibovespa: o que você precisa saber sobre essa carteira?

Se você acompanha as notícias sobre o mundo das ações, já deve ter ouvido falar sobre o índice Ibovespa. Seja para informações boas ou ruins sobre o estado do mercado, esse indicador é sempre mencionado e costuma ser uma base para que os economistas entendam o estado da bolsa de valores brasileira.

Contudo, ele não é visto apenas como um parâmetro para o que acontece no dia a dia das ações brasileiras. Ele também pode servir como um produto de investimento — mas, antes, é interessante que o investidor conheça a sua composição e como ela é definida.

Para lhe ajudar a entender melhor sobre esse assunto, neste texto vamos falar tudo o que você precisa saber sobre o índice Ibovespa. Confira!

O que é o índice Bovespa?

Também conhecido como IBOV, ele foi criado em 1968 e é o principal reflexo do desempenho das ações negociadas na B3. No universo dos papéis existem diferentes índices que simbolizam o desempenho de determinados empresas com certas características. Por exemplo, temos o Smal11 que está relacionado a companhias de menor porte chamadas de small caps.

No caso do IBOV, é considerada a variação de empresas com um grande volume de negociação: aquelas que são as principais do mercado brasileiro durante o período, formando assim uma carteira teórica de ações.

Ele é um índice de retorno total, por isso, não só reflete as variações dos preços dos papéis como também o pagamento dos proventos das empresas listadas. Contudo, sua composição não é permanente: a cada 4 meses, os ativos que estão na carteira são alterados.

Qual é a sua importância?

Por conter todas as principais empresas negociadas, esse índice é um termômetro do que acontece no mercado brasileiro. Ele é a média de como o país está na bolsa de valores, de forma que, para os economistas, é uma maneira de saber como anda a economia, como as empresas estão e se vale ou não a pena investir em suas ações.

Como a carteira do Ibovespa é composta?

Existem diferentes setores empresariais que compõem a carteira do índice e eles são divididos em ações e units de ações (um certificado de depósito composto de papéis de companhias).

Como principal critério para fazer parte da Ibovespa, é importante que os ativos tenham boa liquidez e um grande volume de negociações. Além disso, devem atender aos seguintes requisitos:

  • as ações não podem ser de empresas que estão passando por recuperação judicial ou extrajudicial e também não entram aquelas que estão em regime especial de administração temporária;
  • não podem ter cotações abaixo de R$ 1,00, ou seja, não são as empresas conhecidas como Penny Stock;
  • o volume de negociações deve compor pelo menos 0,1% no mercado à vista;
  • os papéis devem ser negociados regularmente em, no mínimo, 95% dos pregões do último ano;
  • as empresas são ordenadas pelo índice de negociabilidade (IN) — saiba que esse indicador avalia a quantidade de negociações, além do volume.
  • a composição deve ter ações que representam 85% das negociações efetuadas no período, sendo que uma só companhia não pode representar mais de 20% de participação na carteira.
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Como ele é calculado?

O Ibovespa utiliza um sistema de pontos para determinar o peso que cada ação tem em sua carteira e esse cálculo é feito em tempo real, sendo responsável por definir se há alta ou baixa.

Funciona exatamente assim: supomos que o portfólio do índice seja composto de 5 empresas. Apenas duas têm um alto preço no mercado, por isso, têm maior porcentagem na distribuição da carteira, enquanto as outras ficam com uma parcela igual.

Quando ocorre uma alta no índice não é porque todos os ativos subiram e sim porque as ações das empresas que têm mais peso estão valendo mais no momento. Então, quando o Ibovespa está “em alta” significa que os preços dos papéis aumentaram. Agora, se estiver “em baixa”, as companhias fecharam o dia no vermelho.

Como funciona a pontuação do Ibovespa?

Para definir a pontuação de cada ativo, o Ibovespa se baseia na liquidez das ações. Dessa forma, acompanha o desempenho de cada ativo e cada ponto do indicador significa R$ 1,00. Por exemplo, nos últimos meses, a Ibovespa chegou a 119 mil pontos — isso significa que estavam sendo negociados cerca de 119 mil reais em volumes de ações.

Como operá-lo?

Bem, o índice Ibovespa não é apenas uma maneira de saber como está o desempenho do mercado brasileiro, podendo ser também um guia para investidores que querem ter uma carteira em ações. Porém, é preciso saber que não está disponível na bolsa exatamente como um ativo, logo, existem quatro formas de investir: comprando todas as ações, aplicando em ETFs ou por contratos e minicontratos futuros.

Se o investidor escolher a primeira alternativa, deverá saber quais são as ações que compõem a carteira teórica (pode checar aqui). Além de ter que comprar a porcentagem exata do índice, também deverá se atentar para as mudanças que ocorrem a cada 4 meses na composição.

Já na segunda, pode investir por um fundo de índice ou ETF (Exchange Traded Fund), um investimento que replica a rentabilidade do Ibovespa. As vantagens são que o investidor não precisa fazer manualmente nenhuma mudança para atualizar a carteira, deixando isso a cargo do gestor do fundo. As opções encontradas de ETFs são o XBOV11, BOVA11, BOVV11 e BOVB11.

Na terceira, é possível investir por meio de contratos de índice, que são os contratos futuros que replicam o indicador. A negociação tem uma data de vencimento já estipulada e é adquirida por meio de lotes. Cada uma tem 5 contratos e a cotação é igual aos pontos do IBOV em reais.

Também há os minicontratos de índice, que contam com o mesmo método: baseando-se na variação da pontuação. Podem ser encontrados no mercado futuro e vencem a cada dois meses. A diferença é que as cotações não custam 1 ponto, ou seja, R$ 1,00. Elas equivalem a 20% desse valor, isto é, R$ 0,20 centavos.

Ao longo deste texto, você pôde entender como funciona e o que é o índice Ibovespa, esse importante indicador que ajuda a ter uma média de como o mercado está se comportando perante as empresas brasileiras negociadas na bolsa.

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Alexandre Rosa

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Especialista em doenças da retina e vítreo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará.

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