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Perfis de investimento: o que caracteriza o investidor conservador?

Perfis de investimento: o que caracteriza o investidor conservador?

O interesse pelo mundo dos investimentos tem crescido bastante no Brasil e, para seguir esse caminho, é preciso ter objetivos bem definidos, um montante para começar e, claro, conhecer o seu perfil de investidor. Por isso, preparamos uma série de artigos, nos quais vamos explicar cada um desses perfis, começando pelo investidor conservador.

Neste artigo, você vai aprender o que é o perfil do investidor, quais são e entender como os perfis podem ajudar a alavancar os resultados dos seus investimentos. Vamos explorar o tipo conservador mostrando todas as suas características e os melhores investimentos para essa pessoa. Continue com gente e descubra se você é um investidor conservador.

Perfil de investidor: entenda

Você já deve ter lido em um artigo econômico ou ouvido algum especialista falar sobre os riscos de um investimento. Para cada um existe o tipo ideal de investidor. O perfil nada mais é que a combinação de diversas características de um indivíduo que determinarão se ele está apto, ou não, para se expor a determinados riscos.

Existem três perfis de investidor: conservador, moderado e arrojado. Para análise de perfil é realizado o teste de suitability — aptidão em inglês —, um questionário com questões práticas como “qual o objetivo do seu investimento” ou “quanto você pretende aplicar mensalmente”. Mediante as suas respostas é determinado o seu perfil.

Por isso, é muito importante que você seja sincero, pense nos resultados que você deseja e lembre-se, não existe o melhor perfil de investidor, existe o ideal para você. Tendo isso em mente, será mais fácil diversificar a carteira e escolher os produtos compatíveis com os seus objetivos.

Investidor conservador: segurança é tudo

Primeiramente é preciso ressaltar que muitos brasileiros acabam confundindo conservadorismo com medo. Isto decorre, em grande parte, da precária (se é que existe alguma) educação financeira que os brasileiros recebem. Desta forma, como o nível de conhecimento sobre finanças e investimentos é baixa, o medo (e não necessariamente) o conservadorismo acaba prevalecendo.

Outro fator importante é a ideia errada que o brasileiro tem sobre a palavra risco. Em geral, a palavra risco está associada a perda de capital, quando, na verdade, ela significa variação do patrimônio ao longo do tempo. Ativos de baixo risco variam menos que os ativos de alto risco, mas isto nada tem a ver com perda. E a variação é necessária para que se possa comprar bons ativos a preço baixo.

Embora não existam investimentos com zero por cento de risco, as pessoas que se encaixam nesse perfil estão em busca de produtos que garantam segurança ao seu patrimônio. São investidores que tem pouca tolerância à perda de capital. Geralmente, se encaixam nessas características os investidores acima dos 40 anos, que já têm algum patrimônio, e iniciantes.

Eventualmente, alguns investidores conservadores podem destinar uma parte de seu capital para investimentos com um pouco mais de risco, ainda assim, eles buscam produtos com alguma garantia contra grandes alterações na economia. Como dissemos, não existe melhor tipo de investidor, mas cada um deles tem benefícios e desvantagens.

Dos benefícios podemos citar a certeza de uma rentabilidade melhor que a oferecida pela poupança e proteção ao patrimônio. No que diz respeito às desvantagens, os investidores conservadores acabam se submetendo a uma margem de lucro menor quando comparado a outros produtos do mercado financeiro.

Como a quase totalidade dos ativos que compõem uma carteira conservadora é formada por ativos de renda fixa, a rentabilidade real é baixa. Com a taxa Selic (taxa básica de juros do Brasil) em 4,25% ao ano e com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado- Índice que mede a inflação de preço no Brasil) em torno de 4,2% (acumulado de 2019) uma carteira conservadora ficará praticamente no zero a zero, ou seja, praticamente sem ganho real (isso sem considerar o desconto do imposto de renda).

Montando uma carteira conservadora

Há pouco menos de um ano quando o assunto era os investimentos conservadores, os mais escolhidos eram os produtos de renda fixa. Tesouro Direto, CDBs, LCs, LCI, LCA e alguns fundos de investimento eram indicados para esse perfil. Entretanto, com a queda da taxa básica de juros — Selic —, esse cenário mudou.

Os investimentos em renda fixa têm como base a Selic e, à medida que ela diminui, esses investimentos também pagam menos aos seus cotistas. Por isso, o investidor conservador precisa rever alguns conceitos relacionados a esse tipo de produto se quiser garantir alguma rentabilidade.

Atualmente, alguns dos produtos indicados para esse perfil são: os fundos multimercados, fundos de ações, fundos imobiliários e fundos de investimento no exterior. São investimentos que têm certo risco, porém, bem menor em comparação com outras opções do mercado. Com relação aos produtos de renda fixa, nem todos são descartados, entretanto, é preciso analisar antes de se comprometer com investimentos que têm prazo determinado.

Encontrar o seu perfil de investidor é só o primeiro passo na jornada de que quem quer investir com consistência e segurança. Agora que você já sabe o que é perfil de investimento, quais as características do investidor conservador e os investimentos preferidos por ele analise, você se encaixa nesse perfil? Se a sua resposta for sim, parabéns! Comece hoje mesmo a entender melhor sobre os investimentos conservadores.

Turbinando a carteira conservadora

Mesmo que você venha a ter uma carteira conservadora, é possível obter rendimento sobre ela mantando-se os ativos na carteira. Ativos como Tesouro Selic e alguns CDBs com lastro servem como garantia para operações no mercado de opções (travas, operações estruturadas, operações alvo e mesmo a venda de opções). Estas operações lastreadas em ativos conservadores costumam trazer ganhos consideráveis (turbinam) para a carteira conservadora.

Assim sendo, nem tudo está perdido para um investidor com perfil conservador. Entretanto, para um investidor medroso, fica bem difícil usufruir dos juros compostos ao longo do tempo.

Agora, que tal compartilhar este artigo nas redes sociais? Temos certeza que alguém se identifica com o perfil conservador.

Guia prático para garantir um futuro mais tranquilo
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Alexandre Rosa

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Especialista em doenças da retina e vítreo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará.

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