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IPO de ações: entenda o que é a sigla e saiba como investir!

IPO de ações: entenda o que é a sigla e saiba como investir!

Você sabia que as empresas podem negociar suas ações na bolsa de valores por meio do IPO de ações? Com isso, os investidores conseguem adquirir participações nas organizações. Para este ano, a expectativa é que várias instituições brasileiras abram seus capitais, no Brasil e também no exterior.

Nos últimos anos, várias empresas de tecnologia, como Twitter, Facebook, King, Google, Groupon, Zynga, arrecadaram milhões, algumas até bilhões, de dólares em somente um dia utilizando o IPO de ações. Afinal de contas, o que é isso?

Neste post, tiraremos todas as suas dúvidas sobre o assunto. Confira!

O que são IPOs?

IPO (Initial Public Offering) traduzido para a nossa língua significa “Oferta Pública Inicial”. Ele é basicamente a abertura de capital da instituição, ou seja, pela primeira vez, ela distribuirá ações em uma bolsa de valores, possibilitando a acionistas comprar partes consideráveis da empresa. Em suma, são operações para venda de debêntures, ações, títulos e outros tipos de ativos.

Para as organizações, refere-se ao primeiro passo para deixar de ser uma empresa limitada, passando a ser uma S.A (Sociedade Anônima). Isto é, uma instituição com capital aberto e já disponível no mercado. Suas ações tornam-se disponíveis para reserva e, logo após, para negociação pela primeira vez, quando se faz uma oferta pública primária.

Visto que anseia realizar um investimento, ao adquirir uma ação, você passa-se a ser um pequeno sócio no negócio. Por essa razão, os proprietários perdem parte do controle em troca da captação de recursos, quando abrem mão de parte da sua empresa, realizando uma oferta pública.

Quais são seus objetivos?

Para chegar até o momento no qual a empresa está disposta a abrir seu capital, ela deve estar muito bem organizada e confiante de que a venda de seus papéis pode facilmente despertar o interesse dos investidores do país.

O processo completo é caro e longo — dura aproximadamente um ano e pode ter um custo de até R$2 milhões em taxas — porém, ao fim, a finalidade é que todo o esforço tenha valido a pena. Dessa forma, o primeiro e principal propósito de um IPO é a grande injeção de capital em um curto período.

Esse montante, originado dos investidores, oferece mais liberdade para que a instituição expanda suas operações, aumente sua capacidade produtiva e invista em infraestrutura.

Todavia, antes de chegar o esperado momento da oferta pública inicial, a instituição deve se certificar de que há um modelo de negócios estável e seguro, passível de ser escalonado caso seja preciso. Com a abertura do capital, a empresa termina o processo de forma mais organizada, com maior visibilidade e uma melhor imagem diante do mercado.

Quais são os benefícios?

Os benefícios englobam todas as empresas que fazem ofertas públicas. Um dos maiores incentivos para organizações se tornarem abertas é ter acesso a um bom capital. Assim, elas têm novas opções de caminhos para seguir: possibilidade de expansão, pagamento de dívidas, internacionalização, compra de outras empresas etc.

Outro benefício para os donos das companhias que ficaram presos ao negócio ao longo de muito tempo é transformar o patrimônio em dinheiro. O fato é que eles se beneficiam em liquidez por oferecer suas ações no IPO ou em outros momentos. Inclusive, a sua venda ocasiona um processo bem mais complexo e demorado, caso a empresa não esteja listada na Bolsa.

Afinal de contas, como saber o valor de algo que não está no mercado? Esse é um dos maiores obstáculos de fazer um IPO de ações: ter definido um valor mínimo que seja viável para a operação. Contratar executivos e profissionais e remunerá-los com ações é outra maneira de usá-las para crescer.

Quais são as vantagens e desvantagens?

Conheça alguns dos benefícios e riscos de investir em IPOS.

Vantagens do IPO

Devido à expectativa de um rentável e novo empreendimento no mercado, há euforia em torno do lançamento de uma oferta pública inicial na bolsa. É importante ter um grande número de companhias negociando nesse ambiente, devido ao fato de indicar um país cuja economia objetiva o crescimento.

Inclusive, a abertura de capital de mais uma organização disponibiliza novas oportunidades para os investidores. Logo, uma das maiores vantagem de investir durante o IPO é lucrar com a valorização rápida que pode ocorrer nos primeiros pregões e também ao longo do tempo.

Essa vantagem de lucro em pouco tempo, conhecida como flipagem, tem a ver com a compra antecipada de ações de uma instituição para vender no dia do lançamento na bolsa. Dessa forma, é preciso que esses investidores tenham uma boa análise fundamentalista da empresa, a fim de ter uma expectativa mais sólida de valorização das ações.

Desvantagens do IPO

Esse é um processo um pouco mais arriscado do que investir em organizações com um histórico na Bolsa. Isso ocorre justamente devido ao fato de a análise técnica — fundamentada em gráficos anteriores e atuais — não poder ser utilizada nesse tipo de operação.

Além disso, devido ao fato de a empresa ainda não ser pública, não há muitas informações sobre ela, como se têm em uma instituição com um alicerce de acionistas já formado. Mesmo que o investidor analise o histórico da empresa e averígue o nível de profissionalismo de suas operações, não é possível antever com precisão quais serão os resultados de uma oferta inicial pública. Logo, é preciso ser cauteloso ao olhar para eventos de IPO anteriores e aguardar que o mesmo cenário aconteça novamente.

Por fim, para fazer o processo de abertura de capital na bolsa de valores, é comum que as organizações formem uma equipe específica para o IPO de ações. Esse time ficará responsável por direcionar a empresa sobre prováveis mudanças de organização financeira ou gestão que possam ser necessárias ao longo do processo.

Depois, é criado um cronograma de ações, oferecendo uma previsão de data para que seja lançada a oferta pública inicial. A próxima etapa será realizar a transferência de contratos e documentos para a “nova” instituição, que vira uma Sociedade Anônima (S.A.). Logo, a empresa, no mês anterior ao lançamento, faz o depósito do seu prospecto junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), realiza a emissão do comunicado à imprensa e já pode vender suas ações.

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Alexandre Rosa

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Especialista em doenças da retina e vítreo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará.

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