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Os 7 principais tipos de fundos de investimento que você deve conhecer

Os 7 principais tipos de fundos de investimento que você deve conhecer

Conhecer os tipos de fundos de investimentos pode ser uma boa para você que pensa em diversificar mais, porém não sabe por onde começar. Uma das grandes vantagens dessa aplicação é que ela concentra um número de ativos de diferentes origens em um só lugar. Além disso, não há a necessidade de serem administrados pelo investidor, trabalho feito por um profissional escolhido pela instituição do fundo.

Contudo, antes de começar a aplicar, é preciso que você saiba bem qual das alternativas disponíveis no mercado têm mais a ver com as suas intenções. Neste texto, vamos explicar como os principais fundos funcionam. Confira!

O que são fundos de investimentos?

Se você nunca ouviu falar sobre os fundos de investimentos, é provável que fique um pouco confuso a respeito da forma como eles funcionam. Em muitos blogs, é comum usar a analogia do condomínio, porém, aqui vamos ser um pouco mais práticos.

Podemos dizer que o fundo de investimento é uma espécie de aplicação em grupo. Sendo assim, várias pessoas se juntam com o objetivo de investir em uma cesta de ativos predeterminados. Esses investimentos podem ter características semelhantes, como serem apenas de renda fixa.

Essa “cesta” é dividida em cotas e cada investidor tem o direito de ter, pelo menos, uma. Com o tempo ele pode adquirir mais, dessa forma, ter mais retorno dependendo do resultado geral do fundo.

Como funciona a administração desses fundos?

A administração é feita por um profissional, ou seja, um gestor determinado pela instituição, que fica responsável por escolher, alocar e trocar os ativos quando necessário. É possível encontrar fundos em corretoras e bancos, cada categoria tem regras de funcionamento próprias para a quantidade de investimentos, tempo de resgate, taxas etc.

Quais são os custos?

Em todos os tipos de fundos existe a cobrança da taxa de administração. Ela é a responsável por cobrir os serviços da gestão e das instituições envolvidas. Também, pode haver a cobrança da de performance que tem relação com a rentabilidade do investimento. Quando ela supera o índice a qual está atrelado, a tarifa é cobrada como uma espécie de bônus para a administração pelo bom resultado.

Há a cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e também do Imposto de Renda. No caso do IR, é utilizado a tabela regressiva, a cobrança ocorre sobre os rendimentos no fim de maio e novembro.

A alíquota funciona da seguinte forma:

  • até 180 dias — 22,5%;
  • 181 – 360 dias — 20%;
  • 361 – 720 dias — 17,5%;
  • acima de 721 dias — 15%.

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Quais são os tipos de fundos de investimentos?

Neste tópico, resolvemos apresentar quais são os principais tipos de fundos encontrados no mercado. Entenda mais a seguir!

1. Fundos cambiais

A característica que mais define esse fundo é o fato de que ele tem ativos que estão atrelados a moedas estrangeiras. Na verdade, 80% da sua composição deve ser baseada no câmbio. Costuma ser bastante investido por pessoas que querem se proteger das oscilações de moedas, como o dólar e euro, que costumam ser mais estáveis perante outras no mercado.

2. Fundo de ativos no exterior

A composição dele é de, no mínimo, 40% de investimentos do exterior. Essa determinação é feita pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Sendo assim, ele pode ser tanto focado em um país específico ou ter ativos de diversos países. A porcentagem não atrelada ao exterior costuma conter outros tipos de aplicações, como renda fixa, variável ou até outros fundos, dependendo da estratégia.

3. Fundos de renda fixa

Como o nome já indica, ele trabalha basicamente com investimentos de renda fixa. Nesse contexto, temos debêntures, títulos do Tesouro Direto, CDB, Letras Financeiras, entre outros. Eles podem tanto seguir o desempenho de um índice, como é o caso dos Fundos DI que seguem a taxa Selic, como ter diversos ativos de renda fixa em um lugar.

4. Fundos de ações

Esses são fundos em que boa parte de sua estratégia é investir em papéis de empresas. Basicamente 67% do patrimônio deve estar atrelado em ações ou, pelo menos, em ativos ligados a esse meio, como BDRs (Brazilian Depositary Receipts), bônus de subscrição, cotas de outros fundos de ação etc.

Diferente do de renda fixa, a tendência é que ocorra mais volatilidade nesse tipo de fundo, já que sua composição é de maioria de renda variável. Contudo, tendem a trazer um retorno mais expressivo a longo prazo. Portanto, é importante o investidor conhecer bem qual será a estratégia aplicada nele, antes de escolhê-lo.

5. FIPs

Também conhecidos como fundos de investimento em participações é um tipo que se encaixa na categoria de renda variável. Eles, assim como os fundos de ações, investem em empresas, porém, diferentemente do primeiro que é em companhias de capital aberto, no FIPs são de capital fechado. Aquelas que não são negociadas na bolsa, como consequência, tendem a trazer uma boa valorização, porém, também trazem riscos na mesma proporção.

6. Fundos Imobiliários

Os fundos imobiliários se diferenciam um pouco dos fundos de investimentos. Pois, em vez de aplicar apenas em ativos financeiros, é como se o investidor fosse o dono do imóvel que o fundo está atrelado, uma vez que o fundo adquire ativos imobiliários físicos também.

À medida que ele consegue mais cotas, mais direitos a receber por aquele empreendimento ele tem. A negociação desse tipo de fundo é feita na bolsa e é uma boa opção para quem não quer exatamente ser proprietário de um imóvel, mas quer receber pelo aluguel.

7. Exchange Traded Funds

Os ETF’s que também podem ser traduzidos fundos de índices, são um investimento no qual sua estratégia principal é acompanhar algum índice do mercado. Dessa forma, a sua cesta replica o comportamento dos ativos que seguem o índice. Também são negociados na bolsa de valores, igual aos fundos imobiliários.

Ao longo desse texto, apresentamos alguns tipos de fundos de investimentos e o que é importante você saber sobre eles. Lembrando de que podem ser uma ótima opção para quem procura diversificação e está no início de sua vida como investidor, portanto, não quer ter todo o trabalho de montar uma carteira sozinho.

Esperamos que este texto tenha sido útil para você! Quer continuar aumentando os seus conhecimentos sobre o mundo dos negócios? Então, assine a nossa newsletter!

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Alexandre Rosa

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Especialista em doenças da retina e vítreo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará.

Comentários (1)

  • Avatar

    Patrick Farias

    |

    Esclarecedor e direto, como deve ser um texto direcionado à iniciantes no mundo do investimento.

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